Como os arquitetos famosos conquistaram um lugar de destaque na vida profissional e na arte? Isso tem a ver apenas com a qualidade do trabalho que eles apresentaram ou envolve outras habilidades?

É possível criar obras de arte que atendam a todas as necessidades rotineiras de um escritório de arquitetura?

Para responder essas perguntas e te mostrar que não é só esteticamente que os grandes nomes podem te influenciar, criamos este artigo. Veja as principais lições de empreendedorismo que alguns arquitetos famosos têm para oferecer:

Frank Lloyd Wright: atenção aos detalhes e autenticidade

Só pela sua trajetória nos anos de estudo, esse arquiteto americano já poderia nos dar uma lição importante. Frank Lloyd Wright começou a trabalhar num escritório de arquitetura quando estava no último ano do curso de Engenharia.

Mudar sua área de atuação foi apenas o primeiro dos riscos que Wright assumiu na sua autêntica trajetória.

Ele é conhecido por sua concepção de que cada obra deve ser única e individual. Isto é, ela deve ser pensada para o exato local em que se encontra, com sua iluminação e peculiaridades climáticas.

Um conceito como esse, que parece simples e óbvio para os arquitetos de hoje, representou um grande desafio e ruptura para um único artista.

Frank Lloyd Wright é também conhecido por seu detalhismo. A Árvore da Vida, seu famoso conceito de janelas para uma residência, que levou um mês e mais de doze mil cortes no bronze para ficar pronta.

Qual dos seus clientes não se sentiria especial com tanta atenção, não é mesmo?

Le Corbusier: um exemplo de inovação entre os arquitetos famosos

Há um aspecto da arquitetura que pode ser trazida para o mundo do empreendedorismo e que podemos aprender com a obra de Le Corbusier.

Quando leu a palavra “inovação”, no título desta seção, ela pode ter soado como sinônimo de vanguarda artística para você. Mas não é disso que estamos falando.

No mundo da arte ou do empreendedorismo, inovar significa também propor novas e melhores soluções para problemas reais.

Qualquer novidade, para ser aceita, deve partir de uma demanda de mercado. Le Corbusier sabia disso, quando pensou e ajudou a desenvolver novos tipos de concreto e, com eles, construiu lajes firmes que podiam ser usadas como área de lazer em suas obras.

Seu gosto por pilotis e plantas livres de estrutura também são ótimos exemplos de como se deve buscar soluções inovadoras baseadas em demandas reais. Elas liberavam mais espaço interno dos edifícios e tornavam outras experiências arquitetônicas possíveis.

Zaha Hadid: use tecnologia, mas reconheça o valor dos métodos antigos

Esta conhecida arquiteta iraquiana viveu a época em que o trabalho dos arquitetos mudou do desenho à mão para os complexos softwares. Ela fez uso dessas novas soluções tecnológicas, mas nunca abriu mão de começar seus projetos desenhando.

Na opinião de Hadid, a criatividade fica limitada quando o primeiro passo de um projeto é dado já em um software. Ela acreditava que o papel exigia mais inventividade e atenção do arquiteto aos aspectos estéticos.

Arquitetos empreendedores vão ter que saber conciliar soluções antigas com inovações, sejam elas tecnológicas ou não.

Essa necessidade pode partir dos seus próprios clientes, que talvez não se adaptem às suas propostas mais inovadoras. Saiba escolher o método mais interessante para cada um.

Para isso, a solução é sempre a mesma: ser flexível. Provavelmente, todos os arquitetos famosos sabiam disso.

Você também admira algum grande arquiteto e aprendeu com ele uma lição que quer dividir com a gente? Deixe o seu comentário aqui embaixo!