arquitetura ambiental

Arquitetura ambiental: projetos sustentáveis e economicamente viáveis são possíveis?

Por que falar em arquitetura ambiental? Principalmente porque os recursos naturais não são infinitos e, por isso, a Terra está sobrecarregada pela intervenção humana.

Essa já é uma constatação óbvia e um assunto muito discutido atualmente, mas, infelizmente, uma teoria ainda muito distante da prática. Entre arquitetos e fora do ambiente acadêmico, por exemplo, ainda se fala pouco na relação entre arquitetura e sustentabilidade.

Para fazermos nossa parte nessa importante discussão, vamos falar sobre o tema no artigo de hoje. Leia até o fim e entenda como optar por um modelo de construção menos invasivo para o meio ambiente, que evite o desperdício de água e seja economicamente viável.

Vamos começar com alguns números alarmantes para ilustrar o assunto. Acompanhe:

Alguns números sobre a degradação do meio ambiente

Vale a pena começar a discussão com alguns dados bastante assustadores sobre a destruição do nosso planeta. Afinal, para questões polêmicas, os números são os melhores argumentos:

  • Diversas espécies entram em extinção 1.000 vezes mais rápido do que aconteceria se não houvesse interferência humana em seus ambientes.
  • Entre 1980 e 1990, o Brasil perdeu 91,4 milhões de acres de florestas tropicais e, no mundo, 372 quilômetros são destruídos todos os dias.
  • 80% das florestas do mundo já foram destruídas.
  • Nos próximos 40 anos, 23% de todos os mamíferos e 12% de todos os pássaros do planeta serão considerados espécies ameaçadas.

São números retirados do site World Centric. Podem parecer exagerados, mas não são.

Afinal, o que é a arquitetura ambiental?

Dá-se esse nome ao modelo de arquitetura que se dedica a projetar e construir espaços internos e externos utilizando técnicas que não causem impacto ambiental ou o minimizem.

Se parar para pensar bem, você vai perceber que isso envolve muita coisa. Desde a utilização de material reciclado e reciclável nas construções até modelos alternativos de utilização de água, energia solar e escoamento.

Os materiais utilizados podem ser especialmente fabricados para esse fim, ou reutilizados. As possibilidades são muitas, mas esses materiais têm também forte influência sobre a viabilidade de uma obra.

Afinal, alguns deles podem sair bem caro, já que não são produzidos em larga escala.

Garrafas pet, algodão orgânico, papel reciclado, fibras naturais, madeira alternativa são alguns exemplos de soluções alternativas para minimizar os custos.

Como o trabalho dos arquitetos, ainda que indiretamente, faz parte de um dos setores que mais intervém no meio ambiente – que é o da Construção Civil – a arquitetura ambiental deve se tornar um assunto inevitável nos próximos anos.

A arquitetura ambiental é economicamente viável?

A pesquisa e aprimoramento de material reciclado e reciclável tem avançado nos últimos anos. De forma geral, o enorme avanço da tecnologia favorece e permite essa discussão.

Tijolos e cimento sustentável, além de tintas a base de água já são oferecidos a preços razoáveis.

Estudiosos acreditam que uma casa ou edifício completamente sustentável, embora ainda não seja comum, é possível. Esse tipo de construção sai constantemente mais barato se for projetado desde o início levando a sustentabilidade em consideração.

Ou seja, se o tema receber a devida importância por parte de arquitetos e autoridades, a arquitetura ambiental é viável e sua implementação pode ser rápida.

Você tem alguma experiência ou opinião sobre a arquitetura ambiental que queira compartilhar com a gente? Que tal deixar um comentário aqui embaixo?

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