Precificar um projeto de arquitetura é uma tarefa que gera dúvidas em profissionais com diferentes níveis de experiência. A incerteza é natural, pois são diversas as metodologias de cálculo usadas por profissionais autônomos e por escritórios de arquitetura. Enquanto alguns métodos incluem na fórmula de cálculo uma variável X ou Y, outros levam em conta outros fatores. Como, então, escolher um critério de cálculo?

O método mais recomendado para precificar um projeto de arquitetura

Segundo o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU), o cálculo percentual sobre o custo da obra é a metodologia de precificação de projetos de arquitetura mais recomendada pela União Internacional de Arquitetos (UIA), pela Federação Panamericana de Associações de Arquitetos (FPAA) e também historicamente adotado pelos integrantes do Colegiado das Entidades Nacionais dos Arquitetos e Urbanistas (CEAU).

A fórmula é bastante completa, pois leva em consideração três fatores que incidem diretamente sobre o grau e o volume de trabalho que o arquiteto terá para a elaboração do projeto:

  • o tamanho da área construída (sendo a faixa mais baixa de até 250m² e a faixa mais alta superior a 256 mil m², com dez faixas de tamanho intermediárias)
  • o tipo de edificação (habitacional, serviços, educação, saúde, lazer, esportes e diversos, com subcategorias para cada um dos tipos citados)
  • o grau de complexidade do projeto (baixo, médio, alto e especial)

A partir das várias combinações possíveis dessas três variáveis, o CAU criou uma tabela de honorários com fatores percentuais que variam de 2% a 11%. Esse percentual, que vai corresponder ao honorário, deve ser aplicado sobre o custo da obra. No geral, o percentual tende a ser mais baixo quanto maior o tamanho da obra e mais alto quanto maior é a complexidade da obra.

Como calcular o percentual sobre o custo da obra

Primeiramente, deve-se calcular o custo estimado da obra. Isso deve ser feito com base nos valores correntes de construção por m² praticados em obras semelhantes à do projeto em questão na sua região. O CAU recomenda que estes valores sejam previamente aceitos em comum acordo pelo arquiteto e pelo cliente. Após a obtenção do custo da obra, deve-se aplicar o percentual adequado ao tamanho, tipo e complexidade da obra, conforme os valores estabelecidos na tabela de honorários do CAU.

Consulte o guia elaborado pelo CAU e, primeiramente, identifique a categoria e o grau de complexidade da obra. Em seguida, verifique a tabela de honorários a fim de saber qual o fator percentual adequado às características do projeto. Para facilitar as contas, o CAU criou uma calculadora de honorários.

Outros métodos

Alguns profissionais fixam um valor por metro quadrado para precificar um projeto de arquitetura. Outros optam pelo cálculo de horas trabalhadas. Neste caso, multiplica-se a quantidade de horas que serão gastas no projeto pelo custo médio de uma hora de trabalho. A hora trabalhada pode ser definida com base no salário de um profissional empregado.

Por fim, há quem use a metodologia do Custo Unitário Básico (CUB)/m². O CUB varia conforme a região. Ele é definido pelos sindicatos da indústria da construção civil e representa o custo parcial da obra e não o global. Ou seja, não leva em conta os demais custos adicionais.

Busque um equilíbrio

Ao escolher qual metodologia de cálculo você vai utilizar, tenha sempre como objetivo apresentar ao seu cliente um preço justo para ambas as partes. Isso é importante para não estipular um valor baixo demais a ponto de subestimar o seu trabalho e te fazer “pagar para trabalhar”, nem oferecer um valor alto demais sob o risco de fazer você perder o contrato.

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