8 de março, dia da mulher. Data para comemorar conquistas ou para reivindicar direitos? As duas coisas. Como mostra o Global Gender Gap Report – o relatório de desigualdade de gênero no mundo, produzido pelo Fórum Econômico Mundial, há melhoras sensíveis em todo planeta no que diz respeito à igualdade de condições entre mulheres e homens. Por outro lado, há ainda setores em que o progresso é lento ou quase inexistente, dependendo da região.

O levantamento analisa desde 2006 a paridade de condições entre os gêneros em 144 países. São avaliadas oportunidades no mercado de trabalho, representatividade na política e acesso a políticas públicas de educação e saúde. Os números de 2016 mostram exatamente essa via de mão dupla: há idas e vindas, em ritmo às vezes veloz e às vezes lento.

Três estatísticas para comemorar o dia da mulher….

68 países

Esse é o total de nações no mundo que conseguiram diminuir as desigualdades de gênero entre homens e mulheres no último ano.

53%

É a proporção de mulheres brasileiras entre 18 e 23 anos matriculadas no ensino superior. Na população masculina, esta taxa é de 40%. O acesso à educação (primária, secundário e superior) é uma das áreas em que o Brasil melhor se destaca quando o assunto é igualdade entre homens e mulheres no levantamento mundial, tendo praticamente atingido uma condição de igualdade.

47%

Dos 144 países analisados, esse é o total de nações que têm uma mulher como chefe de estado. O acesso ao poder político ainda é o setor com mais desigualdade entre homens e mulheres no mundo, mas, por outro lado, é também aquele que vem erradicando as diferenças num ritmo mais rápido.

… e três estatísticas para continuar lutando

79º

É a posição do Brasil no ranking mundial de igualdade de gênero, de um total de 144 países. Em dois anos, o Brasil perdeu oito posições. Em dez anos, caiu doze. Não quer dizer que, no quadro geral, houve piora. O índice que mede a igualdade de condições aponta que as mulheres brasileiras experimentaram melhoras nas oportunidades econômicas, no acesso à educação e saúde e no empoderamento político na última década. No entanto, o progresso tem sido mais lento na comparação com os demais países, o que explica a queda. Vizinhos nossos figuram em posições bem melhores: Bolívia (23º), Argentina (33º) e Colômbia (39º).

9 mil dólares

É o quanto as mulheres ganham a menos que os homens, anualmente, na média mundial. Os rendimentos médios das mulheres ficam em torno de 11 mil dólares anuais, enquanto os dos homens chegam a 20 mil dólares. Mesmo com a quase plena paridade de acesso à educação, e taxas de escolarização às vezes superiores às dos homens em alguns países (como no Brasil), as mulheres ainda ganham menos, mesmo em cargos de qualificações semelhantes às dos homens.

170 anos

É o tempo médio estimado para a erradicação da desigualdade econômica entre mulheres e homens no mundo. Em algumas regiões isso deve ocorrer em menos tempo, em outras, em muito mais. Para a América Latina, a expectativa é que mulheres tenham o mesmo poder econômico que homens dentro de 61 anos. Já no Oriente Médio e no norte da África esse processo deve levar 356 anos.

O mercado de construção no Brasil é um setor que tem apresentado estatísticas positivas para o sexo feminino. Saiba mais como as mulheres estão mudando este segmento no nosso país.